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Por que a GritoWeb se especializou em WordPress

41,9% da web roda em WordPress. Entre os sites que usam algum CMS, são 59,4%. Só que o segredo nunca foi usar WordPress. É saber o que fazer com ele.

A GritoWeb existe há mais de 15 anos. Nos últimos 7, a gente foi se especializando cada vez mais em WordPress, e não foi por moda. Foi porque já construímos praticamente de tudo nele: site institucional, e-commerce, portal de conteúdo, site de ONG, plataforma sob medida. Quando você roda tanto projeto diferente na mesma base e ela continua dando conta, para de ser aposta e vira escolha consciente.

E é dessa escolha que a gente quer falar aqui. Por que WordPress, o que faz ele ser tão bom, e por que a maioria das reclamações que você já ouviu sobre ele não são culpa dele.

Mulher trabalhando com WordPress

Por que WordPress

É software consolidado, não uma aposta. Aquele número lá de cima não é de marketing, é do W3Techs, que mede o uso de tecnologia na web inteira: 41,9% de todos os sites do mundo rodam WordPress. Pra dar escala, o segundo colocado entre os CMS não chega perto. Quando quase metade da internet escolhe a mesma ferramenta, é porque ela funciona. E não é só blog e loja: o WordPress sustenta de grande empresa a órgão público. A gente mesmo já entregou sites governamentais nos Estados Unidos rodando WordPress, e site de governo não brinca em serviço quando o assunto é confiança e segurança.

Mais de 20 anos de estrada. O WordPress nasceu em 2003. São duas décadas de evolução constante, amadurecimento e estabilidade. Na internet, onde tecnologia nova aparece e some toda semana, maturidade vale ouro. Você não quer ser a cobaia da plataforma da moda quando o assunto é o site que sustenta o seu negócio.

Comunidade gigante. Como o mundo inteiro usa, existe gente boa resolvendo os mesmos desafios o tempo todo. Na prática, isso significa que muita coisa que precisaria ser construída do zero já existe, testada e aprovada por milhares de sites. A gente não reinventa a roda quando não precisa, e esse tempo economizado volta pra você em forma de entrega mais rápida.

Flexível de verdade. Do blog simples à loja virtual, do site institucional à aplicação sob medida, o WordPress se molda ao que o projeto pedir. Com um bom desenvolvimento por trás, o limite passa a ser muito mais a criatividade do que a ferramenta. E uma base que se adapta é uma base que cresce junto com o negócio, sem precisar começar do zero a cada novo passo.

Fácil pra quem usa no dia a dia. Um dos pontos que o cliente mais sente é poder mexer no próprio conteúdo sem depender da gente pra cada vírgula. Texto, foto, uma página nova: dá pra fazer sozinho, com segurança, sem medo de quebrar o site. (Foi exatamente isso que a gente entregou no case da Griddl: um editor limpo que devolve autonomia pro cliente final.)

SEO maduro. O WordPress foi pensado, desde cedo, pra ser bem lido pelo Google. Quando o site é desenvolvido direito, você tem controle fino de cada detalhe que importa pra aparecer na busca. A estrutura já joga a seu favor.

Custo-benefício difícil de bater. A plataforma é gratuita e aberta. Você não paga mensalidade pra "alugar" o direito de ter o seu próprio site, e nunca fica refém de uma empresa que pode mudar o preço ou a regra do dia pra noite. O investimento vai pro que de fato importa: um bom desenvolvimento e uma boa hospedagem.

"Mas eu ouvi que WordPress é inseguro"

Essa é a fama que a gente mais escuta. E ela está errada.

O WordPress em si é uma base sólida, usada por quase metade da web justamente porque aguenta o tranco. O que deixa um site vulnerável quase nunca é a ferramenta, são as escolhas em volta dela: o que se instala, onde o site fica hospedado e o cuidado que vem depois que ele entra no ar. E é aqui que dá pra separar quem desenvolve de verdade de quem só instala.

O que costuma dar errado por aí

Como o WordPress é tão popular, tem trabalho mal feito em todo canto. Achar alguém que "mexe com WordPress" é fácil. Achar quem faz bem feito é outra história. Os tropeços mais comuns são quase sempre os mesmos:

  • Plugin demais, e pra tudo. Cada plugin instalado é mais uma porta no site. Tem agência que, pra qualquer coisinha, instala mais um em vez de resolver na mão, e aí o site vira uma pilha de peças de fornecedores diferentes: mais lento, mais difícil de manter e com mais portas pra alguém esquecer trancada.
  • Plugin pirata (nulled). Usar versão "crackeada" de plugin pago pra economizar. O problema é que esses arquivos podem vir com um brinde, e o brinde é código malicioso. É a senha de entrada que você mesmo entrega pro invasor.
  • Instalador de plugin, não desenvolvedor. Tem muita "agência" que, no fundo, só clica em instalar e configura tema pronto. Quando o projeto pede algo que o plugin não faz, trava. Montar é diferente de construir. E quem trata o site assim, por cima, costuma tratar a hospedagem do mesmo jeito.
  • Hospedagem barata e mal cuidada. Site bom em servidor ruim é dinheiro no lixo. Hospedagem genérica e barata costuma ser lenta, mal configurada e despreparada pro que o WordPress precisa. E, mal cuidada, ainda pode virar um repositório de vírus.
  • Falta de segurança de verdade. Pouca gente cuida do que não aparece: manter tudo atualizado, fechar as brechas do servidor, monitorar. É o trabalho invisível que só dá as caras quando falta.

Repara que nenhum desses problemas é "culpa do WordPress". São escolhas. E são exatamente as escolhas que a gente faz diferente.

Como a gente faz

O nosso WordPress é desenvolvido, não montado. Quando o projeto pede robustez, a gente constrói o tema sob medida, com código limpo que envelhece bem e performance que a gente controla, em vez de torcer pra dar certo.

E o cuidado não acaba quando o site entra no ar. Pelo contrário:

  • Poucos plugins, bem escolhidos. Só o que é necessário, sempre de fonte confiável. Menos portas, menos risco, mais velocidade.
  • Monitoramento constante. A gente fica de olho pra agir antes do problema virar dor de cabeça.
  • Backups. Porque a melhor hora de ter uma cópia do site é antes de precisar dela.
  • Manutenção mensal. Atualização, segurança, ajuste fino. O site continua saudável com o tempo, em vez de ir apodrecendo no silêncio.

É o tipo de cuidado que não aparece na home, mas que faz o site durar.

"Peraí, o site de vocês não é WordPress"

Verdade. O site da própria GritoWeb roda em PayloadCMS. E não, isso não é contradição.

Olha, o WordPress daria conta do nosso site com folga. Tanto que a gente usou WordPress aqui por muitos anos. Mas WordPress não é bala de prata, e a gente faz questão de dizer isso. No dia a dia de uma agência aparece todo tipo de projeto, e parte de ser bom no que faz é saber qual ferramenta usar em cada caso. A gente começou a usar o Payload justamente pra especializar o time numa stack diferente, e escolheu testar no próprio site de propósito: se a gente vai aprender uma tecnologia nova, que o "errar" aconteça em casa, não no site de um cliente.

No fundo, é isso que separa uma agência que entrega de uma que empurra: dominar duas ou três stacks de verdade, e usar WordPress porque é a melhor escolha pra aquele projeto, não porque é a única que a gente sabe fazer. Quando o WordPress é a resposta certa, e na maioria dos casos é, ninguém faz melhor. E quando não é, a gente também sabe disso.

No fim das contas

A gente não se especializou em WordPress por moda. Se especializou porque, depois de 7 anos e muito projeto rodado, sabe extrair o melhor dele e fugir das armadilhas que derrubam tanto site por aí.

Precisa de um site que nasce bem feito e continua de pé depois? Dá um grito.

Sobre o autor

RS
Richard Souto

CEO da GritoWeb e Lead Developer na Watson Creative

Mais de 20 anos construindo web, com WordPress como especialidade e implicância declarada com código bagunçado. Já liderou projeto, tocou time distribuído e formou desenvolvedor, e transita bem tanto na conversa com engenheiro quanto com quem não é técnico. Fora do trabalho, é bike, xadrez, viagem e pão e pizza feitos em casa.